8 de out. de 2009

Uma brilhante reflexão

A primeira vez que ouvi essa música, senti que algo mudou em mim. Melodica, rica em sua letra, cativante. Nada mais do que a busca pela liberdade, seja ela qual for. Claro que, para ser brilhante, foi escrita por ninguém menos que Bob Marley, ícone do reggae. Dentre suas inúmeras criações, "Redemption song" é minha favorita. Por motivos muito pessoais, a canção me passa uma tranquilidade, um equilíbrio, um ideal de novo caminho. Perfeita para ouvir a beira do mar durante um dia de sol e refletir.

O cantor a escreveu em 1979, pouco depois de ser diagnosticado com câncer, motivo pelo qual veio a morrer em 1981. A versão original da canção foi gravada em um solo acústico de Marley, sem acompanhamento, porém uma das performances mais conhecidas é a de Lauren Hill com o Ziggy Marley, filho do cantor.

Resumindo: Esta é uma música imprescindível, para todos os momentos. Ouça e reflita.

Segue o link para quem quiser escutá-la e a letra, que merece um destaque em especial:
http://www.youtube.com/watch?v=OFGgbT_VasI


Redemption Song

Old pirates, yes, they rob I,
Sold I to the merchant ships,
Minutes after they took I
From the bottom less pit
But my hand was made strong
By the hand of the Almighty
We forward in this generation
Triumphantly

Won't you help to sing,
These songs of freedom?
'Cause all I ever have:
Redemption songs,
Redemption songs!

Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds
Have no fear for atomic energy,
'Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look
Huh, some say it's just a part of it:
We've got to ful fill the Book

Won't you help to sing,
These songs of freedom?
'Cause all I ever have:
Redemption songs,
Redemption songs,
Redemption songs!

Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our mind
Oh, have no fear for atomic energy,
'Cause none of them-a can-a stop-a-the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look?
Yes, some say it's just a part of it:
We've got to ful fill the Book

Won't you help to sing,
These songs of freedom?
'Cause all I ever had:
Redemption songs,
All I ever had:
Redemption songs!
These songs of freedom,
Songs of freedom!

6 de out. de 2009

Não vamos parar!

No último final de semana fui ao teatro Oi Casa Grande, aqui no Rio de Janeiro, assistir ao musical Hairspray e advinha? Fiquei apaixonada! O que era o Edson Celulari de Edna? Um arraso! E, como todo grande fã de musicais, sai do local cantarolando as músicas e me perguntando o motivo de as trilhas sonoras não estarem mais no dia a dia da gente. Quando você foi em um restaurante, boate ou ouviu na rádio uma canção de trilha originalmente de musicais? Eu não consigo lembrar...

Quando vi o filme pela primeira vez, com Queen Latifah, John Travolta, Zac Efron e outros brilhantes atores, no final tudo que eu queria era sair dançando por aí! Sem exagero! Todo o clima dos anos 60, as roupas, os trejeitos, a decoração, tudo me fazia querer fazer parte daquele mundo. Nesse momento, percebi que os musicais, os bons musicais, devem fazer isso conosco, criar essa viagem no tempo, qualquer que ele seja. Essa música, especificamente, tem uma batida clássica da época, letra simples e muito ritmo. Veja o filme, vá a peça e ouça sempre que precisar de um animo extra, "You can't stop the beat" ou a versão em português "Não vamos parar". Minha preferida!

Segue o trailler original do filme para te inspirar a amar a trilha sonora:


Beijos e até a próxima!

A nova Madona?



Com o passar das décadas, algumas tentativas de Madona já passaram por aí, mas parece que uma veio para ficar. Stefani Joanne Angelina Germanotta, 23 anos, mais conhecida como Lady Gaga, conseguiu emplacar três singles de seu álbum de estreia no top 10 da Billboard. Com uma batida eletrônica pop, a cantora personifica uma mulher extremamente liberal em busca de quebrar barreiras. As letras de Lady Gaga falam de tabus, tanto quanto os clipes, e o ritmo vem para contagiar as pistas de dança ainda por muitas estações.

Porém, apesar de opiniões contrárias, julgo como minha preferida “Just dance”. A música renova a indústria pop, que há tempos vem tendo dificuldade para encontrar um novo ícone, e dá início a uma cantora que tem tudo para revolucionar a indústria. Lady Gaga não foge do industrial, do senso comum, do esperado, mas mistura tudo com muita irreverência e cria sucessos que não buscam ser nada mais que um hit pop. Se alguém escutar essa música e conseguir ficar parado, por favor, me fale!

Para quem quiser conferir, segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=ULng39zrCqU

Beijos e até a próxima!

27 de abr. de 2009

A dor transcrita em talento

No post de hoje, indico uma música maravilhosa em todos os sentidos. Uma melodia simples, quase repetitiva, dá poder a voz firme, forte e a dicção perfeita de uma mulher que sofreu muito e apostou na arte o desejo de viver.

Filha da cantora Line Marsa e do contorcionista Louis-Alphonse Gassion, Edit cresceu aos cuidados da avô paterna que trabalhava em um bordel na grande Paris da década de 20. Desde menina, ela obteve um ângulo de vida muito singular. O pai, que voltou da guerra para retomar a carreira circense, levou a filha adolescente consigo e a escutava cantar pelas ruas da cidade luz. Na década de 30, a jovem passa de cantoras de cabaré a vedete dos famosos music-halls franceses, o que a faz ganhar as rádios e ser adorada pelo público. Apesar do sucesso, que em seguida seria mundial, Edit tem uma via marcada pelas perdas familiares e de grandes amores, o que a faz ficar viciada em morfina e essa é a cuasa de sua morte em 1963. Todos os seus momentos foram transcritos em canções marcantes cheias de dor, vida e excessos perfeitamente lapidados por uma voz inigualável.

"Non, Je Ne Regrette Rien", de EDIT PIAF fala sobre varrer as mágoas do passado, esquecer as tristezas e saber recomeçar. Para aqueles que apreciam uma boa música, essa não deve faltar na sua playlist.